sábado, 7 de junho de 2008

Meu Pai - Uma lição de vida

Um ser sublime...

Na flor da adolescência de seus 14 anos,
dependente como qualquer criança, assume,
heroicamente
a pilotagem de um barco...
O barco da vida,
acolhendo um ser que acabara de chegar ao mundo,
enquanto duas vidas partem desse plano rumo à eternidade!


Embarcam com ele nessa viagem, seis irmãos...
Entre eles o bebê recém chegado.

Nesta viagem,
meu pai deixou escrito
com letras de fogo no infinito,
uma história de vida,
não contada,
viivida passo a passo,
chegando às vezes ao limiar do desespero...
Muitas vezes, às lágrimas,
mas o amor foi maior.
Assumiu, amparado por todas as forças do universo!
Venceu as barreiras do medo e da insegurança
Apoiado na fé.
Conseguiu ir
escrevendo a sua história,
A história mais linda que eu já li!

Aos 35 anos
Um novo capítulo se inicia
Pois um anjo lhe sorri!

Ali começa uma nova família... SUA FAMILIA... Sua prole gerada!
Corajosamente
Fez minha mãe gerar 12 filhos...
Dentre esses, sou a sétima...
Número marcado pela divindade.
Em sua trajetória deixou exemplo de humildade,
De amor...
Deixou brilho,
Deixou calor!

Nos meus momentos de tristeza e reflexão
sempre dizia:

Filha,

Seja por onde andar
Seja por onde for!
Seja única
Seja você.
Seja exemplo de humildade
Seja amor...
Seja verdade!
Mas lembre-se: Respeite a verdade do outro!


MEU PAI,
EXEMPLO DE VIDA
DE COMPREENSÃO
DE AMOR...
DE ABNEGAÇÃO...


Exemplo de sabedoria de um ser
que jamais sentou num banco escolar.
Nasceu com 50% de visão
Viveu um século de dignidade
Guiado pelos olhos do coração...

Enquanto em vida, foi difícil o seu caminhar...
Seus lindos olhos azuis já não podiam mais enxergar,
Partiu cego e deixou exemplos...

Deixou também uma saudade imensa
Que ainda me faz chorar!


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Quem sou eu

Foz do Iguaçu, PR, Brazil
Eu sou assim, livre! Às vezes me perco e sou presa de mim mesma. Presa fácil das garras da emoção. Sou seu sim, outras vezes seu não. Ultrapasso limites... Sou irreverente. Amo, amo, amo... Intensa e incondicionalmente. Sacio minhas vontades de todas as maneiras. Sinto saudades, sou dócil, sou fera. Sempre encontro maneiras de me ferir... Pego caminhos contrários, veredas, sendas tortuosas, na ânsia de chegar. Escrevo. O papel em branco busca em mim as palavras... A cumplicidade nos une, somos um. Sou exigente, nada paciente... Não consigo parar. E se der asas ao meu impaciente querer, atropelo meus próprios pensamentos e vou. Busco incessantemente o desapego afetivo. E na ânsia de desbagunçar a minha mente, entrego-me ao silêncio e este me faz calar... Calar os gritos da alma inquieta que busca a verdadeira identidade, e que chega de mansinho através da meditação, da mística existente na poesia, e do enlevo contido na canção... *** ... Marina Mayer

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