Em Essência

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

segunda-feira, 16 de março de 2009

Versos para Luiza


Um momento mágico!...
Um brilho diferente
Uma leve canção no ar...
Um sentimento transcendente
Que não se explica
Se aplica
No doce mistério de amar...

Foi assim que Luiza chegou

Era noite...
Em nossa alma era dia
Em nosso coração a felicidade
até agora se irradia,
como um sol, sem pressa de se pôr...

Quero este sol feito uma brisa
Feito um Deus
A iluminar os caminhos de Luiza
Seja por onde ela for...

Quero todas as bênçãos do universo
Quero anjos a cantar em prosa e verso
e a guiar seus passos
no mais sublime caminho do amor!
.
Marina Mayer
Março de 2009
.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Natal!...

Natal...

Brotação da primavera crística em cada um de nós.

Percepção da gruta de Belém em nosso próprio coração.
É chegado o momento de faxinar e embelezar a gruta
tirando tudo o que não serve,
evidenciando as qualidades lactentes que cada um possui...

Liberando o perdão,
as mágoas,
os ressentimentos.

Liberando o passado para um futuro de luz.

Inundando o nosso coração do Puro amor Divino!...

Somos um corpo único...
Somos UM em essência.

Cada passo que damos individualmente repercute no todo...

Eis a grande responsabilidade se quisermos atingir um estado de graça pleno.

Um estado de graça onde brota na alma o sorriso
e expressa no rosto um coração feliz...

Este é o estado pleno de contentamento.
É o estado que nos faz sentir alegria pela alegria,
satisfação pela satisfação,
emoção pela emoção,
paz pela paz,
o ser pelo Ser.

Quando nos sentimos centrados e contentes no momento presente,
felizes por sermos quem somos,
e quando nossos lábios expressam um leve e iluminado sorriso,
e quando nossos olhos brilham apenas por brilhar
assim como brilham as estrelas,
nós estamos em estado de contentamento,
um estado em que não se fala com a voz da razão
e sim com a voz do coração...
Onde não se enxerga com os olhos do corpo
e sim com os olhos da alma.
Este é o estado de quem faz na prática de seus dias,
felizes e verdadeiros dias de Natal!...

Natal é paz...
É amor...
É dar as mãos...


Natal é renascimento
E reconhecimento da vida eterna...
Natal é um só coração!

Que possamos fazer de nossos dias,
eternos dias de Natal!...

Marina Mayer
Dez / 2008.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Se eu pudesse...


Minha singela homenagem a ti, meu pai,
meu referencial de vida...
de caminhada...
.
Se eu pudesse voltar no tempo
Inverter os papéis por um momento
P’ra sentir o que tu sentias
Quando nos advertia
Contrariando teus sentimentos

Faria silencio em meus atos
Assim como tu fazias
E com um olhar revelador
Sem dramas, sem palavras
Passava o que precisava
tudo que o momento pedia!
.
Era um olhar revelador
de autoridade,
respeito e amor...
tudo dosado,
com uma certa magia!

Hoje o silêncio é só saudade
De um tempo que não voltará

Este tempo cruel me tirou
Pra outras moradas te levou
Mas comigo, meu pai,
tu vai sempre estar...
Em sonhos,
em pensamentos,
em momentos de dor
alegria ou lamento,
sorrindo a me abraçar!
.
Agosto / 2008
.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Aquecimento Global



Da Patagônia veja o que resta
A olhos nus, turistas fazem festa
Cena que não dá p'ra esquecer!...

Geleiras se rompendo em pleno inverno
E tanta gente só querendo
Com a peneira, cobrir o sol para não ver

Consciência é o que falta no momento
Precisamos resfriar o universo, enquanto há tempo!
Rever as atitudes e mudar.

O planeta está sofrendo com o calor
Seus silentes gritos são de dor...
Vendo placas da geleira desabar

Ah!... O pulmão do mundo, a Amazônia
Sufocado está e sofre de insônia
Sentindo a fumaça no espaço
A camada de ozônio está por um fio
A natureza sente um enorme vazio
E o homem, atordoado,

pergunta:

E agora... O que é que eu faço?







sexta-feira, 27 de junho de 2008

Um pouco de nós


Um sonho meu
Depois do sonho,

Um segredo só nosso!

Total unicidade...


Dias idos
Ante qualquer pensamento distorcido,
um gesto,
um olhar de cumplicidade.

Assim caminhamos juntas.
Hoje o sonho é real...
Vejo-me em ti,
parece magia.

Também estou grávida!...!
de felicidade
de afeto, amor e saudade...
Grávida de alegria...!



sábado, 14 de junho de 2008

Um presente pra você


Neste dia especial, assim distante,
Não podendo com você estar
Que os teus amigos te envolvam num abraço
E te passem o carinho
Que eu queria demonstrar.

Estes versos tortos
que escrevo agora,
feito uma sonora melodia
em teus ouvidos
bem baixinho vai soar!

Assim como a correnteza de um rio
é obstruída por curvas e empecilhos,
antes de atingir a plenitude
que é unir-se com o mar...

Assim também é a nossa vida...
Cheia de momentos agradáveis
esperanças, oportunidades,
pessoas amáveis...
Amigos verdadeiros
outros apenas hospitaleiros...
Encontramos caminhos tortuosos
cujas pedras
nos impedem de passar.

Ao se ver n’uma dessas encruzilhadas
A reflexão é a única tomada
No intuito de acertar...
Mas seja qual for o resultado
Mesmo que não seja o desejado
Nunca se esqueça
da força deste amor
a te amparar.

Te amo!

Mamys

03.05.80


sábado, 7 de junho de 2008

Meu Pai - Uma lição de vida

Um ser sublime...

Na flor da adolescência de seus 14 anos,
dependente como qualquer criança, assume,
heroicamente
a pilotagem de um barco...
O barco da vida,
acolhendo um ser que acabara de chegar ao mundo,
enquanto duas vidas partem desse plano rumo à eternidade!


Embarcam com ele nessa viagem, seis irmãos...
Entre eles o bebê recém chegado.

Nesta viagem,
meu pai deixou escrito
com letras de fogo no infinito,
uma história de vida,
não contada,
viivida passo a passo,
chegando às vezes ao limiar do desespero...
Muitas vezes, às lágrimas,
mas o amor foi maior.
Assumiu, amparado por todas as forças do universo!
Venceu as barreiras do medo e da insegurança
Apoiado na fé.
Conseguiu ir
escrevendo a sua história,
A história mais linda que eu já li!

Aos 35 anos
Um novo capítulo se inicia
Pois um anjo lhe sorri!

Ali começa uma nova família... SUA FAMILIA... Sua prole gerada!
Corajosamente
Fez minha mãe gerar 12 filhos...
Dentre esses, sou a sétima...
Número marcado pela divindade.
Em sua trajetória deixou exemplo de humildade,
De amor...
Deixou brilho,
Deixou calor!

Nos meus momentos de tristeza e reflexão
sempre dizia:

Filha,

Seja por onde andar
Seja por onde for!
Seja única
Seja você.
Seja exemplo de humildade
Seja amor...
Seja verdade!
Mas lembre-se: Respeite a verdade do outro!


MEU PAI,
EXEMPLO DE VIDA
DE COMPREENSÃO
DE AMOR...
DE ABNEGAÇÃO...


Exemplo de sabedoria de um ser
que jamais sentou num banco escolar.
Nasceu com 50% de visão
Viveu um século de dignidade
Guiado pelos olhos do coração...

Enquanto em vida, foi difícil o seu caminhar...
Seus lindos olhos azuis já não podiam mais enxergar,
Partiu cego e deixou exemplos...

Deixou também uma saudade imensa
Que ainda me faz chorar!


Paradigma



Movimento constante da vida
Novas descobertas
Novo aprendizado!
Rebuscando nas entrelinhas
Em suas vindas e idas

Verdades vividas,

Passadas

Despercebidas. ...

Novo rumo...
Novo alento sem desertos...
Sem tempestades.
Onde eu possa edificar
A obra da minha vida!

Paradigmas?

Quebro-os.

Mãe

Lá se foram os anos...

E feito criança , tu enfeita os meus dias!


Saúde perfeita...
Alegria infinita
Como se a vida fosse feita
da história mais bonita!


Assim é minha mãe...

Que em 1916
sorriu para o mundo...
Chegou sua vez!
Sorriu novamente com a chegada de doze filhos
Chorou com a partida de três.


Hoje, em suas preces à Deus, ela sempre pede:


Aos que se foram: clemência, acolhida.
Aos que ficaram: benevolência, vida
até onde Ele puder,
dê-lhes guarida
dê-lhes conforto e proteção
das garras cruéis das maldades
deste mundo cão.

A Ti, Deus, hoje eu confesso:
Amor tão grande assim, não tem preço!
Dê a ela sempre a Tua mão...
Dê-lhe serenidade e desapego.
Dê-lhe fortuna de amor e afeto
de todos os seus filhos e netos...

Hoje...


Emplacando no cenário da vida
19 aninhos... Idade invertida!
Debutante ainda... Mãe querida!

Nesse teatro encantado
A peça encenada é real
E jamais sairá de cartaz...
Meu coração arquivou
tudo o que o tempo escreveu
e tudo isso é amor
história de amor e paz.

E nessas vias veladas
Onde a emoção fez morada
Onde nascia a canção
Lá estava o amor de mãe
Secreto paraíso...
Nas vias do coração!

Abril 2007


terça-feira, 3 de junho de 2008

Procura

Procurei-te entre sóis,
Entre luas,
Por todos os verões...
E não te encontrei.

Então andei...

Atravessei desertos escaldantes
Subi montanhas, nunca explorada antes...
Passei por caminhos tortuosos
Vezes até perigosos
Ainda assim não te encontrei.

Subi no mais alto cume
Senti das estrelas o perfume
Em nuvens de algodão eu viajei
Flutuei por entre os planetas
E também não te encontrei

Então silenciei...

Olhei p’ra dentro e em preces meditei...
Feito um mar revolto
Em minhas ondas eu surfei.

Este tempo desmedido da procura
Olhei em mim e vasculhei-me sem censura
Lá estava o que procurava fora
Escondido no recôndito da alma
Esperando um momento de serenidade e calma
para mostrar-Se com todo Teu esplendor!...

E assim em forma de bons ventos e canção
Manifestou-Se pleno de amor e compreensão,
em minha vida, em minha essência...
...O Deus do meu coração!

Autores:
Marina Mayer e José do Carmo Ligeski

Deserto da Alma

Contemplo o infinito
Tudo parece distante!...
Sinto paz...
Medito...


Frágil mensidão.

Sou tempestade...
Ora porto, ora navio
Mas um leve toque de vento,
pode despertar a solidão...


Vazio.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Pense


Luzes que se acendem
A cidade silencia
Lares que se iluminam
Noite de oura magia!...

Familias que se encontram
Unem-se...

Reunem-se...
É chegado o grande dia!...

Mais um Natal!...

O comércio em polvorosa

faz o balanço...
O lucro sustenta a ganância
Faz um banquete real
Reportando a dois mil e poucos anos
Alguém ainda se lembra

A quem pertence o Natal?
.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Vem comigo!

O momento da loucura se desfaz...
As lembranças
o tempo refaz
ou apaga...

É tempo da alma se nutrir,
abrir-se,
desvendar-se,
mostrar-se nua...
Entregar-se.

Atingir a plenitude do universo
Encantar-se
com a magia da lua.

Livrar-se dos conceitos
concebidos no alarido
do pudor inconseqüente,
que faz e desfaz valores
e atormenta tanta gente!

Vem comigo

Na cumplicidade de sermos amigos
Ouçamos os sons do universo
Interpelando
uma cantiga em prosa ou verso
que você
tão bem sabe fazer!

Vem comigo

De mãos dadas numa mesma direção
Pensamento uno de querer e de poder,
de luz e paz
e do sentimento mais profundo!

Vem...

Para um lugar longe da utopia
Uma terra de flores e jardins...
Sonhar sonhos que possam um dia
ser o palco
de um novo

e indestrutível mundo!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Meu querer

Não quero ser pra você
os delírios de um momento...
Nem passar por sua vida
como um raio,
em tempestade
um vento forte
ou na mente
um pensamento.

Quero ser a estrela guia
mesmo distante...
Mas que brilha
e estende a mão.
Quero ser o bálsamo
que dá paz,
e acalenta,
e passeia de mãos dadas
desarmadas
pelas secretas vias
do coração.

domingo, 11 de novembro de 2007

Impacto

Palavras
ditas às pressas
gera (dor)

Gerador de um discurso banal...
Alarde.
Confusão.

Calar a voz
é sábio...
Mas grita o coração.

O silêncio pede calma
suplicio da alma
serenidade suposta.

Tempo de palavras sábias
ou o silêncio
melhor resposta.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Sedução




Gotas coloridas
refletidas pela luz
em meio à espuma branca,
deslizando corpo afora...

A pele macia
te chama:
Vem amor...
deleite-se.

Sou tua!


quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Halloween

Pegadas
Carícias
Amassos
Transformo-me em fera
ou fada
ou bruxa,
mas não uma bruxa qualquer...
Uma bruxa boazinha
mimada
faminta
ousada
fêmea
à espera...
Pois em seus braços
sou de verdade mulher!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Hoje


Uma rosa...
Um ambiente morno e acolhedor.
Uma sutil fragrância no ar.
Expectativa.
Você...
Eu.

Neste momento mágico
os sonhos se transformam pelas mãos do desejo
e os segredos tatuados
na tela de nossos corpos
despertam
e bailam
à luz do nosso querer.

Indescritível ventura...

Olhos nos olhos
Penetração na alma
transmutação do tempo
Ascensão à lua...

Essa vontade era o nosso querer
Esse desejo enorme se fez
Agora és meu
e eu...todinha tua!

Marina Mayer
27.10.2007

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Inverno Estação Solidão


Sensação de imensa solidão!
Árvores sentidas,
Buscando um fio de vida...
No silêncio frio que faz
a estação.

Olhar lângüido observa
Suas folhas caídas,
Ressequidas,
Espalhadas pelo chão...

Mas de uma forma inteligente
Com sabedoria e grandeza
A vegetação pressente
Que este não é o fim...
Que ao se aproximar o frio
Precisa reter nutrientes...

Precisa livrar-se das folhas
Expele-as então feito bolhas
Para manter-se forte.

Depois de longo silêncio
Aparência esquelética e desnutrida
Com toda roupagem de morte
Brota, numa explosão de vida!...


quinta-feira, 26 de julho de 2007

As brumas e eu


Estou entre brumas.

Entre o sol e as brumas.
Entre o silêncio e o mito.

Encontro-me em meio
às brumas da memória...
No mar, na terra, no ar, no infinito.

Encontro-me entre o céu e o inferno
dos meus erros e acertos...
Encontro aí os meus medos.
Os meus segredos escondidos.

Busco em meio às brumas
o meu eu perdido,
feito palavras ditas ao vento
cujo eco vai se esvaindo...

O barco que me conduz
Nem sempre encontra mares tranqüilos...

Vejo o tempo que se vai
no esplendor das brumas
sinuoso em seu caminho.

No ar um cheiro de êxtase e magia.
No rosto a delicia do prazer...
de sentir a sensação
no presente,
do futuro
e simplesmente
Ser.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Uma porta


Toca o telefone....

Do outro lado, uma voz rompe a barreira o silêncio...
O coração dispara...
O peito arde em paixão e desejo.
Mais alguns minutos e estarei envolta em seus braços...
Amantes sedentos que somos.
Somos corpos ardentes na cama,
corpos suados no chão...
Paixão avassaladora...toque de pele...só prazer!
Mais alguns minutos
e seremos apenas um.
Alguns segundos e
Soa a campainha...

Agora, uma porta nos separa.


Apenas...

Uma porta

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Noite

Por uma fresta de luz,
em suas repetidas manifestações,
está traçada no tempo e no vento,
a sombra...
Nela vejo apenas silhuetas de fantasmas
rondando o meu silêncio.
Silêncio atroz que me assalta
e me apavora...

A noite se instala...
E com ela o medo agonizante
mostra o sangue na calçada
(des)armada.


Sinto-me prisioneira.

Prisioneira neste emaranhado
de breves momentos apavorantes
entre loucura e lucidez.

Quero sair...
Rasgar a pele
deixar escorrer a liberdade!
Mas este nó na garganta
como se fosse o último gole de vida,
domina-me.
Faz-me impotente
diante do desconhecido.

Faz-me prisioneira de mim mesma.

Esta escuridão na alma é noite.
Noite negra.
É noite em mim...

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Recordar é viver

Um dia, uma vida, um presente.
Meu caminho mudou de direção...

Pressinto ainda em mim, uma alma inocente
Recordando o passado tão presente
Entre um poema e outro.
Sem dúvida, um presente especial...
Estou grata. Posso ainda ouvir
Neste instante de enlevo e sinfonia
Tão doce, o cantar do juriti
Entre as várzeas e no fundo do quintal.

E relembro as mornas tardes... a canção... O violão
Sempre nos dava o tom. A rima acontecia.
Poesia se fazia do cair de uma folha
Estrelas coloriam o chão.
Céu aberto e uma noite de luar
Iluminava a imensidão.
Amanhece, o galo canta...que alegria!
Lá estou em poesia, novamente no sertão!

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Dois Polos



Ser diferente
Ser o centro das atenções
Ser a alegria da turma
Ser a própria explosão
Isso é viver...


É exaltação e prazer
É um vibrar de emoções
É ultrapassar limites
É não recusar convites
É alimentar a inquietação
É um mundo de euforia...
É inconseqüência
É alegria...

É fascinação.

Mas na contra-mão do tempo
Eis que chega o teu oposto
Num segundo perde-se o gosto
E tudo vira solidão
Tudo fica muito frio
Gerando um enorme vazio
Labirintos de um porão.

Mais um degrau de descida
Percebe-se não ver saída
Podendo esta ser a morte
Ou talvez com muita sorte
Uma inversão no processo
Aquietar a mente com versos
Se fosse isso possível...

Mas isso não é utopia
É nuvem negra...

É solidão
e agonia...
É tormento que não tem fim.

Nos labirintos da mente
A orquestra desafina
O corpo sente.
É vontade sem vontade

É dor.

É sofrimento.

É bipolaridade.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Deserto em mim


O sol não brilha e minh´alma está triste
Tempestade, vento forte, a natureza revoltada.
Em mim eu busco o de bom que ainda existe
Fora de mim encontro o lamaceiro na estrada...

Meus passos lentos, agora estão cansados.
No sonho azul das águas e no cinza da estrada
Ando sozinho, cabisbaixo, pés molhados...
Olho o céu que toca o lago. Fim de jornada.

Enquanto a chuva toma conta do jardim,
Vou garimpando feito um lobo na floresta
Os labirintos obscuros que há em mim.

Descobri, não é o fim. Faço da vida uma festa!
Cuspo gotas... me afogo em teus versos...
E me inspiro no amor que ainda resta.

PARCERIA:
Marina Mayer e Vitor Berigo

terça-feira, 15 de maio de 2007

Tempo


É tempo de refletir
Tempo de arriscar
Tempo de livrar-se da guerra
Tempo de lutar pela Paz.
Tempo de medir as palavras
e dizer: “Nunca mais!...”
Tempo de glórias...
de vitórias.
Tempo de ir
e muitas vezes, de ficar.

A desordem hoje pode ser a ordem amanhã...
Tudo é uma questão de tempo.
O hoje arruma ...o tempo desarruma...
Pode também ser inverso
Tudo é desconexo.
E nesse jogo de incertezas
De tratos e contratos
De regras e metas
Eu me perco

Depois me acho...

E me refaço.

Solto os laços
Desprendo-me
Liberto-me.
Entrego-me ao tempo,
Imediatamente hoje
Aqui e agora.

Entrego-me às causas escolhidas.
Sem medo de errar, aos amores da vida
e à própria vida!

Entrego-me às dores e à beleza das cores.
O tempo refaz amores
Devolve-nos a plenitude de viver

Uma vida...

Totalmente descomplicada!



sábado, 31 de março de 2007

Consequências


MEUS INSTINTOS SELVAGENS


Meus instintos
Entorpecidos em secretos labirintos
Unicos
Sugeridos pela minha mente insana

Instintos de sangue, morte
Nefasto é o desejo de enganar a sorte
São alguns conceitos
Totalmente disfarçados, deturpados
Isolados,
Nesses labirintos escuros
Taciturnos
Opressores que a minha mente
Sentencia…

Sentença de morte, decreto
Envolto em desejos concretos.
Luto, reluto, labuto
Vivo em sobressalto
Assalto, salto, devo seguir
Ganho a liberdade, corro
E encontro novamente o vazio,
Neste mundo perdido
Sem ter pra onde ir.

domingo, 25 de março de 2007

Em(tarde)Ser

Fim de linha para o sofrimento.

A vida grita por uma chance...

Mas esse desejo de morte
que me invade
rouba-me o brilho.

Essa insanidade covarde
abate-me
desgoverna-me.

Insana e cruel
a mão busca o gatilho.

Ronda-me a insensata morte.

Na saliva um gosto de sangue.
Um olhar distante busca o vazio...
Um suspiro
um adeus
um basta
uma dor sentida.

No silêncio o grito abafado,
esvai-se
com a vida.

sábado, 10 de março de 2007

Solidão




É um sentir-se vazio que assusta

Uma certa acidez
Um corte.

É uma lágrima escorrida, injusta.
Pura insensatez
Morte.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Um grito...Um silêncio!

É o silêncio da alma
Diante do absurdo que se viu
Um grito ecoou no infinito
Mas ninguém ouviu...

Mais uma vida se foi
deixando para trás
páginas em branco
de um livro,
cuja história,
apenas começava.

E agora?

Quem será punido?

O bandido conhecedor da lei que o rege?
Aqueles que escreveram o estatuto da criança?
Aqueles que não perceberam suas falhas?
Aqueles ainda que mesmo percebendo essas falhas,
cruzam os braços, deixando-nos nessa desesperança?
O menor infrator abusa da lei falha que o protege...

Sem respeito aos pais

sem respeito aos professores

fazem suas leis

sem valorizar a vida.

Sem medo da morte

enfrentam doutores.

Nesta escola de perdição criminal
esses adolescentes são usados,
pelos bandidos consagrados
porque sentem-se protegidos do mal

E a criminalidade cresce
E não tem fim...
E ninguém viu
Todos estão dormindo,
Ninguém ouviu
Um grito que silenciou
na trepidação do asfalto.
E com a vida
Um inocente pagou.
Seu grito
esvaiu-se para o alto.

João se foi
e nada o trará de volta...

Homens da lei despertem!
Chegou a hora.
Não dá mais p’ra esperar.
É agora...é a vez...
Despertem, ainda há tempo!
Revisam as leis.
Protejam aqueles que por direito a merecem.
Não bandidos que fazem uso das lacunas
deixadas por vocês...

Enquanto nós,
com nossa tristeza e pesar
nos fechamos
como que algemados
em nossa própria desesperança,
Em nosso próprio lar...
Em nossa incapacidade de ação...
...feito criança, a esperar.

Esperar que talvez um dia
Façam bom uso do poder...
Esperar uma nova e utópica realidade,
sem crimes,
sem maldade...
Onde quem sabe possamos
não mais viver a lei
sem impunidade...

E nenhum João precisará partir prematuramente
...A vida terá valor.
E os direitos humanos
realmente sejam humanos
Que possamos viver sem dor
Que a paz seja nossa companheira constante

E que a vida seja sinônimo de amor!

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Utopia


Se eu pudesse ser o vento, asseguro que seria uma indelével brisa, acariciaria teus cabelos sem te assustar e, carinhosamente beijaria teu rosto...

Se eu pudesse ser o sol, seria um sol ardente, quente, incandescente, para poder manter sempre acesa a chama do “meu amor”. E todos os dias eu me debruçaria no horizonte do meu entardecer só para te contemplar e depois, ao me esconder, te deixaria um céu lindamente desenhado, cujas cores nenhum artista é capaz de igualar!

Se eu pudesse ser a lua, seria então uma lua na fase cheia, para que os teus caminhos eu pudesse clarear...E nas noites negras da alma eu te daria a minha luz para que as trevas se dissipassem e pudesse então caminhar livremente de encontro ao seu destino...

Se eu pudesse ser uma estação, escolheria a primavera e para que a tua jornada fosse mais livre, alegre e colorida eu a isentaria de todos os perigos e obstáculos... Somente flores e borboletas seriam teus guias rumo à felicidade...

Mas sou apenas o que sou,
um ser mortal

humano

utópico

apaixonado

incoerente...

Que olha em direção ao futuro e te chama,
Com as mãos estendidas num gesto simples te convida...
Para juntos seguirmos numa mesma direção
sem culpa,
sem pressa,
sem medo...
Absorvendo o néctar da vida...
sempre...

Marina Mayer
Julho - 2006



sábado, 10 de fevereiro de 2007

Suave Utopia

"Uma flor na porta...
Uma luz que treme
Num escuro improvável.
A incerteza de tudo
Renova a cada dia a vontade de viver.
Sonhamos um futuro de paz e alegria
Uma suave utopia...

Longas noites de sono
E dias produtivos.
Salas amplas e claras
Com janelas de vidro
Abertas ao sol da manhã.
Onde poderemos sonhar
Que um dia, seremos felizes".


09.04.2006

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Soneto da Solidão


Aqui neste universo em desencanto
As respostas por si só são incompletas
Busco um sentido para amenizar o pranto
E acalentar a alma que está em sinal de alerta.

As mãos com que escrevo estão frias
Razão disso eu não consigo explicar
Diz-me então o que você faria
Pra esse pobre coração calar?

Não sei dizer o motivo da incerteza
Quem me olha certamente nem percebe
Em minha vida o caos, a dor e a tristeza.

Meu peito está gritando por socorro
Ainda sinto o pulsar do coração
Ainda há vida, mas pouco a pouco eu morro.


Marina Mayer - 02.03.2006

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Relato de um Natal


Lembro-me da vida simples que um dia
Lá na fazenda, ao lado de teus pais, ele vivia...
Acreditava cegamente em Papai Noel,
Como navegar em mar revolto, em barquinhos de papel.

Para que Papai Noel o visitasse,
Tarefas árduas, era preciso que acabasse!
Contra o tempo teus irmãos determinavam...
Pouco faziam, apenas delegavam.

Assim, este pequeno ser, iludido...
Pelos caminhos áridos, de chão batido,
Capinava e entendia que estava tudo lindo!
E aguardava ansioso, Papai Noel que vinha vindo.

Mas eis que chega a Noite de Natal
Sapatinho na janela. Era um sonho real.
Pulou da cama. Saiu correndo a mil...
Chegando perto constatou...Ele estava vazio...

Mil motivos tinham, pra este fato acontecer
Teus pais não entendiam que sonhar é viver...
"Por que Papai Noel, de mim se esqueceu?"
Ele só queria entender... Mas ninguém lhe respondeu!

De súbito alguém falou - pra aumentar tua tristeza,
"Papai Noel, disse: "rejeitou tua limpeza"...
Os caminhos pelos quais ele teria que passar...
Não estavam adequados, tuas botas ia sujar".

A culpa então tomou conta do teu pequeno ser
Não tinha um lugar onde pudesse se esconder!
O estrago que fizeram, por muito tempo lhe faz mal.
Foi um sonho que acabou numa Noite de Natal!

A dor maior veio logo, quando pode perceber
Que o mato dos caminhos, era preciso remover,
E que Papai Noel era uma enganação.
Sentiu-se então traído...Chorava o teu coração!

O tempo passou, e hoje, como último pedido
De alguém que teve um dia teu sonho tolhido
Seja honesto, mesmo que o faça chorar
Não tire de teu filho o direito de sonhar!
No circo da ilusão dos teus sonhos de criança,
Cresceu e nem sei mais onde ficou a tua infância
Bloqueou os caminhos onde o sonho se perdeu
Neste palco o personagem da história, era eu.

Marina Mayer / Dezembro de 2006
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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Em Essência

Sou o encontro, a coragem
Da noite sou o orvalho
a gota que dá à terra
o sustento do carvalho.
Sou o pôr e o nascer do sol
sou luz, vida e esplendor
sou o canto do rouxinol.

Sou o silêncio...a saudade
Eu sou o vento que sopra
nas asas da liberdade.

Sou o oceano inquieto
Sou ondas ... sou calmaria
Sou o vôo da gaivota
Rasante na maresia.

Sou a alma, sou a vida
Sou o pincel, sou a cor
Sou a lágrima escorrida,
da saudade eu sou a dor.

Eu sou a chuva que mata
a sede da plantação...
Sou o bálsamo que acalma
a ânsia do coração.

Eu sou o circo, sou o palco
do cenário, a construção...
Sou a história contada
sou o calor da encenação.
Sou a magia tirada
das vias do coração.

Eu sou de Deus a bondade
sou partícula de um Todo
Curo doença ...ferida...
Seja onde estiver
seja por onde for...
Sou a essência da vida,
em essência
Eu sou o AMOR!


http://www.magiasonhosepoemas.com/novosite/recanto/essencia.htm


Janeiro 2007 - Marina Mayer

Quem sou eu

Foz do Iguaçu, PR, Brazil
Eu sou assim, livre! Às vezes me perco e sou presa de mim mesma. Presa fácil das garras da emoção. Sou seu sim, outras vezes seu não. Ultrapasso limites... Sou irreverente. Amo, amo, amo... Intensa e incondicionalmente. Sacio minhas vontades de todas as maneiras. Sinto saudades, sou dócil, sou fera. Sempre encontro maneiras de me ferir... Pego caminhos contrários, veredas, sendas tortuosas, na ânsia de chegar. Escrevo. O papel em branco busca em mim as palavras... A cumplicidade nos une, somos um. Sou exigente, nada paciente... Não consigo parar. E se der asas ao meu impaciente querer, atropelo meus próprios pensamentos e vou. Busco incessantemente o desapego afetivo. E na ânsia de desbagunçar a minha mente, entrego-me ao silêncio e este me faz calar... Calar os gritos da alma inquieta que busca a verdadeira identidade, e que chega de mansinho através da meditação, da mística existente na poesia, e do enlevo contido na canção... *** ... Marina Mayer

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