sábado, 7 de junho de 2008

Mãe

Lá se foram os anos...

E feito criança , tu enfeita os meus dias!


Saúde perfeita...
Alegria infinita
Como se a vida fosse feita
da história mais bonita!


Assim é minha mãe...

Que em 1916
sorriu para o mundo...
Chegou sua vez!
Sorriu novamente com a chegada de doze filhos
Chorou com a partida de três.


Hoje, em suas preces à Deus, ela sempre pede:


Aos que se foram: clemência, acolhida.
Aos que ficaram: benevolência, vida
até onde Ele puder,
dê-lhes guarida
dê-lhes conforto e proteção
das garras cruéis das maldades
deste mundo cão.

A Ti, Deus, hoje eu confesso:
Amor tão grande assim, não tem preço!
Dê a ela sempre a Tua mão...
Dê-lhe serenidade e desapego.
Dê-lhe fortuna de amor e afeto
de todos os seus filhos e netos...

Hoje...


Emplacando no cenário da vida
19 aninhos... Idade invertida!
Debutante ainda... Mãe querida!

Nesse teatro encantado
A peça encenada é real
E jamais sairá de cartaz...
Meu coração arquivou
tudo o que o tempo escreveu
e tudo isso é amor
história de amor e paz.

E nessas vias veladas
Onde a emoção fez morada
Onde nascia a canção
Lá estava o amor de mãe
Secreto paraíso...
Nas vias do coração!

Abril 2007


2 comentários:

Em essência disse...

Poema em homenagem à minha mãe ao completar 91 aninhos, bem vividos, abril 2007.

Ivy Gomide disse...

Que poema mais lindo Marina... e que alegria ter essa maezona... sim pq essa mãe é enorme, cheia de tudo, inclusive de felicidade.
bjs

Quem sou eu

Foz do Iguaçu, PR, Brazil
Eu sou assim, livre! Às vezes me perco e sou presa de mim mesma. Presa fácil das garras da emoção. Sou seu sim, outras vezes seu não. Ultrapasso limites... Sou irreverente. Amo, amo, amo... Intensa e incondicionalmente. Sacio minhas vontades de todas as maneiras. Sinto saudades, sou dócil, sou fera. Sempre encontro maneiras de me ferir... Pego caminhos contrários, veredas, sendas tortuosas, na ânsia de chegar. Escrevo. O papel em branco busca em mim as palavras... A cumplicidade nos une, somos um. Sou exigente, nada paciente... Não consigo parar. E se der asas ao meu impaciente querer, atropelo meus próprios pensamentos e vou. Busco incessantemente o desapego afetivo. E na ânsia de desbagunçar a minha mente, entrego-me ao silêncio e este me faz calar... Calar os gritos da alma inquieta que busca a verdadeira identidade, e que chega de mansinho através da meditação, da mística existente na poesia, e do enlevo contido na canção... *** ... Marina Mayer

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