segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Inverno Estação Solidão


Sensação de imensa solidão!
Árvores sentidas,
Buscando um fio de vida...
No silêncio frio que faz
a estação.

Olhar lângüido observa
Suas folhas caídas,
Ressequidas,
Espalhadas pelo chão...

Mas de uma forma inteligente
Com sabedoria e grandeza
A vegetação pressente
Que este não é o fim...
Que ao se aproximar o frio
Precisa reter nutrientes...

Precisa livrar-se das folhas
Expele-as então feito bolhas
Para manter-se forte.

Depois de longo silêncio
Aparência esquelética e desnutrida
Com toda roupagem de morte
Brota, numa explosão de vida!...


2 comentários:

Oswaldo disse...

Lindo poema!
Agora, é de tirar o chapéu as duas últimas estrofes...
...
Precisa livrar-se das folhas
Expelindo-as feito bolhas
Para manter-se forte.

Depois de longo silêncio
Aparência esquelética e desnutrida
Com toda roupagem de morte
Brota, numa explosão de vida!.

Isso está prá lá de lindo...
Um beijão.

EVERTON disse...

Olá Marina, tudo bem.
Muito bonito o seu poema, gostei muito. Assim comom o colega que fez o comentário anterior, esses últimos versos ficaram muito legais.
Abraços

Quem sou eu

Foz do Iguaçu, PR, Brazil
Eu sou assim, livre! Às vezes me perco e sou presa de mim mesma. Presa fácil das garras da emoção. Sou seu sim, outras vezes seu não. Ultrapasso limites... Sou irreverente. Amo, amo, amo... Intensa e incondicionalmente. Sacio minhas vontades de todas as maneiras. Sinto saudades, sou dócil, sou fera. Sempre encontro maneiras de me ferir... Pego caminhos contrários, veredas, sendas tortuosas, na ânsia de chegar. Escrevo. O papel em branco busca em mim as palavras... A cumplicidade nos une, somos um. Sou exigente, nada paciente... Não consigo parar. E se der asas ao meu impaciente querer, atropelo meus próprios pensamentos e vou. Busco incessantemente o desapego afetivo. E na ânsia de desbagunçar a minha mente, entrego-me ao silêncio e este me faz calar... Calar os gritos da alma inquieta que busca a verdadeira identidade, e que chega de mansinho através da meditação, da mística existente na poesia, e do enlevo contido na canção... *** ... Marina Mayer

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