Um dia, uma vida, um presente.
Meu caminho mudou de direção...
Pressinto ainda em mim, uma alma inocente
Recordando o passado tão presente
Entre um poema e outro.
Sem dúvida, um presente especial...
Estou grata. Posso ainda ouvir
Neste instante de enlevo e sinfonia
Tão doce, o cantar do juriti
Entre as várzeas e no fundo do quintal.
E relembro as mornas tardes... a canção... O violão
Sempre nos dava o tom. A rima acontecia.
Poesia se fazia do cair de uma folha
Estrelas coloriam o chão.
Céu aberto e uma noite de luar
Iluminava a imensidão.
Amanhece, o galo canta...que alegria!
Lá estou em poesia, novamente no sertão!
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Recordar é viver
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Quem sou eu
- Marina em essência
- Foz do Iguaçu, PR, Brazil
- Eu sou assim, livre! Às vezes me perco e sou presa de mim mesma. Presa fácil das garras da emoção. Sou seu sim, outras vezes seu não. Ultrapasso limites... Sou irreverente. Amo, amo, amo... Intensa e incondicionalmente. Sacio minhas vontades de todas as maneiras. Sinto saudades, sou dócil, sou fera. Sempre encontro maneiras de me ferir... Pego caminhos contrários, veredas, sendas tortuosas, na ânsia de chegar. Escrevo. O papel em branco busca em mim as palavras... A cumplicidade nos une, somos um. Sou exigente, nada paciente... Não consigo parar. E se der asas ao meu impaciente querer, atropelo meus próprios pensamentos e vou. Busco incessantemente o desapego afetivo. E na ânsia de desbagunçar a minha mente, entrego-me ao silêncio e este me faz calar... Calar os gritos da alma inquieta que busca a verdadeira identidade, e que chega de mansinho através da meditação, da mística existente na poesia, e do enlevo contido na canção... *** ... Marina Mayer
2 comentários:
Um presente especial?
Na certa para todos nós que não nos cansamos em ler tão lindas palavras poeticamente representadas...
Beijos
Olá, Marina! ^^
Sabe... ás vezes, no inverno eu sento ali fora, vejo minha vó acendendo o fogo, no fogão à lenha, depois eu faço um chocolate quente e pão de queijo, e pronto! lá estou eu na minha infância. E não é lembrar, é viver novamente, mas com vontade de voltar... E sua poesia me lembrou isso.
E perdoe-me se entendi completamente errado hehe.
;)
abraços!
-DH
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