quarta-feira, 23 de maio de 2007

Dois Polos



Ser diferente
Ser o centro das atenções
Ser a alegria da turma
Ser a própria explosão
Isso é viver...


É exaltação e prazer
É um vibrar de emoções
É ultrapassar limites
É não recusar convites
É alimentar a inquietação
É um mundo de euforia...
É inconseqüência
É alegria...

É fascinação.

Mas na contra-mão do tempo
Eis que chega o teu oposto
Num segundo perde-se o gosto
E tudo vira solidão
Tudo fica muito frio
Gerando um enorme vazio
Labirintos de um porão.

Mais um degrau de descida
Percebe-se não ver saída
Podendo esta ser a morte
Ou talvez com muita sorte
Uma inversão no processo
Aquietar a mente com versos
Se fosse isso possível...

Mas isso não é utopia
É nuvem negra...

É solidão
e agonia...
É tormento que não tem fim.

Nos labirintos da mente
A orquestra desafina
O corpo sente.
É vontade sem vontade

É dor.

É sofrimento.

É bipolaridade.

2 comentários:

Em essência disse...

Este poema foi fruto de pesquisa efetuada, por necessidade de um melhor entendimento do que era a bipolaridade, por ver o sofrimento de uma pessoa que eu amo muito, que é a razão da minha luta e vida.

Luiz Fernando Prôa disse...

Marina, vi meu filho em suas linhas. Tenho lido e começado a estudar sobre este problema da bipolaridade. Acho que agora começo a entender o Bruno.
Sei que como pai não falhei, mas como mãe sim. Acho que não tinha direito de ter sido apenas pai desse garoto. Como não é possível voltar no tempo, só me resta ser daqui para frente ser pai e mãe deste ser bipolar. E como aprendi com você, cara mãe, resgatá-lo pelo amor.

LFP

Quem sou eu

Foz do Iguaçu, PR, Brazil
Eu sou assim, livre! Às vezes me perco e sou presa de mim mesma. Presa fácil das garras da emoção. Sou seu sim, outras vezes seu não. Ultrapasso limites... Sou irreverente. Amo, amo, amo... Intensa e incondicionalmente. Sacio minhas vontades de todas as maneiras. Sinto saudades, sou dócil, sou fera. Sempre encontro maneiras de me ferir... Pego caminhos contrários, veredas, sendas tortuosas, na ânsia de chegar. Escrevo. O papel em branco busca em mim as palavras... A cumplicidade nos une, somos um. Sou exigente, nada paciente... Não consigo parar. E se der asas ao meu impaciente querer, atropelo meus próprios pensamentos e vou. Busco incessantemente o desapego afetivo. E na ânsia de desbagunçar a minha mente, entrego-me ao silêncio e este me faz calar... Calar os gritos da alma inquieta que busca a verdadeira identidade, e que chega de mansinho através da meditação, da mística existente na poesia, e do enlevo contido na canção... *** ... Marina Mayer

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