terça-feira, 22 de maio de 2007

Deserto em mim


O sol não brilha e minh´alma está triste
Tempestade, vento forte, a natureza revoltada.
Em mim eu busco o de bom que ainda existe
Fora de mim encontro o lamaceiro na estrada...

Meus passos lentos, agora estão cansados.
No sonho azul das águas e no cinza da estrada
Ando sozinho, cabisbaixo, pés molhados...
Olho o céu que toca o lago. Fim de jornada.

Enquanto a chuva toma conta do jardim,
Vou garimpando feito um lobo na floresta
Os labirintos obscuros que há em mim.

Descobri, não é o fim. Faço da vida uma festa!
Cuspo gotas... me afogo em teus versos...
E me inspiro no amor que ainda resta.

PARCERIA:
Marina Mayer e Vitor Berigo

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Quem sou eu

Foz do Iguaçu, PR, Brazil
Eu sou assim, livre! Às vezes me perco e sou presa de mim mesma. Presa fácil das garras da emoção. Sou seu sim, outras vezes seu não. Ultrapasso limites... Sou irreverente. Amo, amo, amo... Intensa e incondicionalmente. Sacio minhas vontades de todas as maneiras. Sinto saudades, sou dócil, sou fera. Sempre encontro maneiras de me ferir... Pego caminhos contrários, veredas, sendas tortuosas, na ânsia de chegar. Escrevo. O papel em branco busca em mim as palavras... A cumplicidade nos une, somos um. Sou exigente, nada paciente... Não consigo parar. E se der asas ao meu impaciente querer, atropelo meus próprios pensamentos e vou. Busco incessantemente o desapego afetivo. E na ânsia de desbagunçar a minha mente, entrego-me ao silêncio e este me faz calar... Calar os gritos da alma inquieta que busca a verdadeira identidade, e que chega de mansinho através da meditação, da mística existente na poesia, e do enlevo contido na canção... *** ... Marina Mayer

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