Deserto em mim
O sol não brilha e minh´alma está triste
Tempestade, vento forte, a natureza revoltada.
Em mim eu busco o de bom que ainda existe
Fora de mim encontro o lamaceiro da estrada...
Meus passos lentos, agora estão cansados.
No sonho azul das águas e no cinza da estrada
Ando sozinho, cabisbaixo, pés molhados...
Olho o céu que toca o lago. Fim de jornada.
Enquanto a chuva toma conta do jardim,
Vou garimpando feito um lobo na floresta
Os labirintos obscuros que há em mim.
Descobri, não é o fim. Faço da vida uma festa!
Cuspo gotas e me afogo em teus versos...
E me inspiro no amor que ainda resta.
PARCERIA:
Marina Mayer e Vitor Berigo
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