domingo, 25 de março de 2007

Em(tarde)Ser

Fim de linha para o sofrimento.

A vida grita por uma chance...

Mas esse desejo de morte
que me invade
rouba-me o brilho.

Essa insanidade covarde
abate-me
desgoverna-me.

Insana e cruel
a mão busca o gatilho.

Ronda-me a insensata morte.

Na saliva um gosto de sangue.
Um olhar distante busca o vazio...
Um suspiro
um adeus
um basta
uma dor sentida.

No silêncio o grito abafado,
esvai-se
com a vida.

2 comentários:

Oswaldo disse...

Vou dizer que você, que se diz aprendiz, pode mudar de opinião. A qualidade de sua escrita supera qualquer expectativa. Enche os olhos a leitura de seus poemas. Envaidece a alma. Deixa o coração batendo mais forte. É indescritível. Tentar falar de emoção nessa hora é o mesmo que querer justificar a beleza da Monalisa de Leonardo da Vinci.
Deste, que te admira muito,
Oswaldo

Maria Eugênia disse...

Sua poesia é fantástica. É madura. É poesia. não é verso montado, coisa que eu abomino e é comum por estas bandas.
E você ta mesmo crescendo espantosamente. As duas que vi hoje, me tocaram. Está chegando no meu estilo. Não no meu estilo de escrever, mas de gostar. Versos livres. Não montados. Soltos. Arrancados de você e de suas experiências e observações. Continue com o pé no acelerador.
Beijocas
25/03/2007

Quem sou eu

Foz do Iguaçu, PR, Brazil
Eu sou assim, livre! Às vezes me perco e sou presa de mim mesma. Presa fácil das garras da emoção. Sou seu sim, outras vezes seu não. Ultrapasso limites... Sou irreverente. Amo, amo, amo... Intensa e incondicionalmente. Sacio minhas vontades de todas as maneiras. Sinto saudades, sou dócil, sou fera. Sempre encontro maneiras de me ferir... Pego caminhos contrários, veredas, sendas tortuosas, na ânsia de chegar. Escrevo. O papel em branco busca em mim as palavras... A cumplicidade nos une, somos um. Sou exigente, nada paciente... Não consigo parar. E se der asas ao meu impaciente querer, atropelo meus próprios pensamentos e vou. Busco incessantemente o desapego afetivo. E na ânsia de desbagunçar a minha mente, entrego-me ao silêncio e este me faz calar... Calar os gritos da alma inquieta que busca a verdadeira identidade, e que chega de mansinho através da meditação, da mística existente na poesia, e do enlevo contido na canção... *** ... Marina Mayer

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