domingo, 11 de fevereiro de 2007

Utopia


Se eu pudesse ser o vento, asseguro que seria uma indelével brisa, acariciaria teus cabelos sem te assustar e, carinhosamente beijaria teu rosto...

Se eu pudesse ser o sol, seria um sol ardente, quente, incandescente, para poder manter sempre acesa a chama do “meu amor”. E todos os dias eu me debruçaria no horizonte do meu entardecer só para te contemplar e depois, ao me esconder, te deixaria um céu lindamente desenhado, cujas cores nenhum artista é capaz de igualar!

Se eu pudesse ser a lua, seria então uma lua na fase cheia, para que os teus caminhos eu pudesse clarear...E nas noites negras da alma eu te daria a minha luz para que as trevas se dissipassem e pudesse então caminhar livremente de encontro ao seu destino...

Se eu pudesse ser uma estação, escolheria a primavera e para que a tua jornada fosse mais livre, alegre e colorida eu a isentaria de todos os perigos e obstáculos... Somente flores e borboletas seriam teus guias rumo à felicidade...

Mas sou apenas o que sou,
um ser mortal

humano

utópico

apaixonado

incoerente...

Que olha em direção ao futuro e te chama,
Com as mãos estendidas num gesto simples te convida...
Para juntos seguirmos numa mesma direção
sem culpa,
sem pressa,
sem medo...
Absorvendo o néctar da vida...
sempre...

Marina Mayer
Julho - 2006



2 comentários:

sandra regina disse...

Esta menina é uma amiga muito especial que guardo no coracao, cativante, prestativa, solidária, compreensiva e muitas coisas mais. Adoro vc amiga e obrigada pelos momentos de amizade e companheirismo. Bjossss

Em essência disse...

Este poema conquistou o terceiro lugar num Concurso na Navegantes das Estrelas.

Quem sou eu

Foz do Iguaçu, PR, Brazil
Eu sou assim, livre! Às vezes me perco e sou presa de mim mesma. Presa fácil das garras da emoção. Sou seu sim, outras vezes seu não. Ultrapasso limites... Sou irreverente. Amo, amo, amo... Intensa e incondicionalmente. Sacio minhas vontades de todas as maneiras. Sinto saudades, sou dócil, sou fera. Sempre encontro maneiras de me ferir... Pego caminhos contrários, veredas, sendas tortuosas, na ânsia de chegar. Escrevo. O papel em branco busca em mim as palavras... A cumplicidade nos une, somos um. Sou exigente, nada paciente... Não consigo parar. E se der asas ao meu impaciente querer, atropelo meus próprios pensamentos e vou. Busco incessantemente o desapego afetivo. E na ânsia de desbagunçar a minha mente, entrego-me ao silêncio e este me faz calar... Calar os gritos da alma inquieta que busca a verdadeira identidade, e que chega de mansinho através da meditação, da mística existente na poesia, e do enlevo contido na canção... *** ... Marina Mayer

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