sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Soneto da Solidão


Aqui neste universo em desencanto
As respostas por si só são incompletas
Busco um sentido para amenizar o pranto
E acalentar a alma que está em sinal de alerta.

As mãos com que escrevo estão frias
Razão disso eu não consigo explicar
Diz-me então o que você faria
Pra esse pobre coração calar?

Não sei dizer o motivo da incerteza
Quem me olha certamente nem percebe
Em minha vida o caos, a dor e a tristeza.

Meu peito está gritando por socorro
Ainda sinto o pulsar do coração
Ainda há vida, mas pouco a pouco eu morro.


Marina Mayer - 02.03.2006

2 comentários:

Em essência disse...

Este poema conquistouo segundo lugar num concurso de poesias da Navegantes das Estrelas. Ele é muito especial, pois foi meu segundo poema escrito em toda a minha vida. Embora sendo um soneto quebrado, eu o guardo com carinho exatamente como foi postado no concurso, pela sua sonoridade e sua essência, vindo diretamente da alma.

Em essência disse...

Foi escrito em fevereiro de 2006

Quem sou eu

Foz do Iguaçu, PR, Brazil
Eu sou assim, livre! Às vezes me perco e sou presa de mim mesma. Presa fácil das garras da emoção. Sou seu sim, outras vezes seu não. Ultrapasso limites... Sou irreverente. Amo, amo, amo... Intensa e incondicionalmente. Sacio minhas vontades de todas as maneiras. Sinto saudades, sou dócil, sou fera. Sempre encontro maneiras de me ferir... Pego caminhos contrários, veredas, sendas tortuosas, na ânsia de chegar. Escrevo. O papel em branco busca em mim as palavras... A cumplicidade nos une, somos um. Sou exigente, nada paciente... Não consigo parar. E se der asas ao meu impaciente querer, atropelo meus próprios pensamentos e vou. Busco incessantemente o desapego afetivo. E na ânsia de desbagunçar a minha mente, entrego-me ao silêncio e este me faz calar... Calar os gritos da alma inquieta que busca a verdadeira identidade, e que chega de mansinho através da meditação, da mística existente na poesia, e do enlevo contido na canção... *** ... Marina Mayer

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