Soneto da Solidão


Aqui neste universo em desencanto
As respostas por si só são incompletas
Busco um sentido para amenizar o pranto
E acalentar a alma, em sinal de alerta.

As mãos com que escrevo estão frias
Razão disso eu não consigo explicar
Diz-me então o que você faria
Pra esse pobre coração calar?

Não sei dizer o motivo da incerteza
Quem me olha certamente nem percebe
Em minha vida o caos, a dor e a tristeza.

Meu peito está gritando por socorro
Ainda sinto o pulsar do coração
Ainda há vida, mas pouco a pouco eu morro.

Marina Mayer - 02.03.2006

Comentários

Marina Mayer disse…
Este poema conquistouo segundo lugar num concurso de poesias da Navegantes das Estrelas. Ele é muito especial, pois foi meu segundo poema escrito em toda a minha vida. Embora sendo um soneto quebrado, eu o guardo com carinho exatamente como foi postado no concurso, pela sua sonoridade e sua essência, vindo diretamente da alma.
Marina Mayer disse…
Foi escrito em fevereiro de 2006

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