
Estou entre brumas.
Entre o sol e as brumas.
Entre o silêncio e o mito.
Encontro-me em meio
às brumas da memória...
No mar, na terra, no ar, no infinito.
Encontro-me entre o céu e o inferno
dos meus erros e acertos...
Encontro aí os meus medos.
Os meus segredos escondidos.
Busco em meio às brumas
o meu eu perdido,
feito palavras ditas ao vento
cujo eco vai se esvaindo...
O barco que me conduz
Nem sempre encontra mares tranqüilos...
Vejo o tempo que se vai
no esplendor das brumas
sinuoso em seu caminho.
No ar um cheiro de êxtase e magia.
No rosto a delicia do prazer...
de sentir a sensação
no presente,
do futuro
e simplesmente
Ser.
2 comentários:
Bela a sua poesia. É uma poesia de mulher, sensível, voltada para o próprio silêncio. Nos leva a imaginar, romper com a clausura da realidade. Parabéns, Pássara!
Bjos e pius do seu adimirador.
Um poema onde você expõe, com muita propriedade, toda a sua sensibilidade. Um pouco de amargura, talvez.
Mas, como sempre, muito bonito.
Beijos...
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