Eu sou assim, livre!
Às vezes me perco e sou presa de mim mesma.
Presa fácil
das garras da emoção.
Sou seu sim,
outras vezes seu não.
Ultrapasso limites...
Sou irreverente.
Amo, amo, amo...
Intensa e
incondicionalmente.
Sacio minhas vontades de todas as maneiras.
Sinto saudades, sou dócil, sou fera.
Sempre encontro maneiras de me ferir...
Pego caminhos contrários,
veredas,
sendas tortuosas,
na ânsia de chegar.
Escrevo.
O papel em branco busca em mim as palavras...
A cumplicidade nos une, somos um.
Sou exigente,
nada paciente...
Não consigo parar.
E se der asas ao meu impaciente querer, atropelo meus próprios pensamentos e vou.
Busco incessantemente o desapego afetivo.
E na ânsia de desbagunçar a minha mente,
entrego-me ao silêncio e este me faz calar...
Calar os gritos da alma inquieta
que busca a verdadeira identidade, e que chega de mansinho através da meditação,
da mística existente na poesia,
e do enlevo contido na canção... *** ... Marina Mayer
3 comentários:
ADOREI!!! BOM DEMAIS! PARABÉNS!
Marina
Você se superou.
Tenha a certeza que este poema (em essência) é uma das coisas mais lindas que eu já li na minha vida.
Beijos.
Só mais um detalhe: eu gostaria de tê-lo assinado.
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